
A velha imprensa divulgou, hoje (26/03/2025), que os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, do STF, citaram um ato do presidente Donald Trump, em sessão da Primeira Turma do Supremo desta quarta-feira (26) para defender a eficácia do sistema de votação brasileiro, com o uso da urna eletrônica.
Alexandre de Moraes: "Nunca houve uma comprovação de fraude ou falha das urnas eletrônicas."
Cármen Lúcia: "Aliás, ministro, ontem foi reconhecido nos Estados Unidos o mérito do sistema brasileiro, segundo o noticiário."
Alexandre: "Exatamente, ministra Cármen. Vossa Excelência se refere bem. O presidente norte-americano, Donald Trump, alterou a legislação por ato executivo, o que seria muito equivalente ao nosso decreto autônomo, para melhorar as eleições. Esse link está no site da Casa Branca, que diz: 'Apesar do pioneirismo do autogoverno, os Estados Unidos agora deixam de aplicar proteções eleitorais básicas e necessárias empregadas por nações modernas e desenvolvidas, bem como aquelas que estão em desenvolvimento. A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem em grande parte da autodeclaração de cidadania'. Então o Brasil é citado expressamente como um modelo de sucesso pelo presidente norte-americano Donald Trump. Enquanto aqui no Brasil houve toda essa preparação para se colocar em dúvida as urnas eletrônicas."
Ora, Trump não se referiu as urnas eletrônicas. Apenas se referiu ao sistema biométrico para identificação dos eleitores. Como exemplo de boas práticas, o documento cita o uso da biometria nas eleições do Brasil e da Índia, destacando que, ao contrário dos EUA, esses países vinculam a identificação do eleitor a sistemas mais rigorosos.
No final da tarde, Ana Paula Henkel tonou clara a informação do presidente americano trazendo o pronunciamento do próprio Trump que deixa claro a sua não concordância com a utilização das urnas eletrônicas.