Para o especialista em planejamento e gestão ambiental Raimundo Barbosa, a atenção concentrada na Amazônia contribuiu para o avanço da devastação no Cerrado. “De certa forma, eles se descuidaram aqui do Cerrado; por isso, os números aumentaram”, disse Barbosa ao portal Metrópoles. Ele alerta para o risco iminente: “É danoso esse desmatamento. O Cerrado já passa por um processo de extinção e, se continuar assim, pode desaparecer até 2030”.
A degradação do Cerrado é agravada por queimadas, mineração, crescimento urbano desordenado e longos períodos de estiagem. O Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) já classificou a atual seca como a pior das últimas décadas, o que potencializa os incêndios e acelera a perda de biodiversidade.
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