O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, voltou atrás nesta sexta-feira (21) após afirmar que a polícia prende “mal” e que o Judiciário seria “obrigado a soltar” bandidos. Diante da forte reação das entidades de segurança, ele alegou que sua fala foi tirada de contexto e elogiou a polícia brasileira, classificando-a como “altamente eficiente”. Também defendeu melhores salários, equipamentos e qualificação das forças para garantir prisões legais e evitar solturas judiciais.
Na quinta-feira (20), seis entidades nacionais que representam delegados, oficiais e militares divulgaram um duro manifesto de repúdio, classificando o ministro como “alheio à realidade das forças policiais” e desqualificado para tratar de segurança pública. O documento também criticou a política nacional da área, acusando o governo Lula de ignorar bons programas da gestão anterior e aprofundar a tensão com as corporações.
A crise surge no momento em que o governo pretende enviar ao Congresso a PEC da Segurança, prevista para abril, mas que já enfrenta resistência dentro das forças policiais. Embora o Ministério da Justiça tenha divulgado nota tentando justificar a fala, o desgaste político está feito e pode dificultar ainda mais o diálogo com setores fundamentais para a segurança pública.
Por: Pablo Carvalho
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