Poucas horas depois de negar o pedido de apreensão do passaporte do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraesreuniu, em sua residência em Brasília, ministros da Corte, membros do governo Lula e líderes do Congresso Nacional em um jantar político estratégico. O encontro, que durou até a madrugada desta quarta-feira (19), serviu como um movimento de blindagem e demonstração de força diante dos poderes.
A justificativa oficial para o evento foi uma homenagem ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que deixou o comando da Casa em fevereiro. No entanto, a reunião aconteceu às vésperas da decisão do STF sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e aliados, acusados de tentativa de golpe de Estado.
O jantar reuniu representantes dos Três Poderes, um gesto simbólico para reforçar o respaldo institucional a Moraes. Entre os presentes estavam:
Também marcaram presença o procurador-geral da República, Paulo Gonet, magistrados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
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