Por ser uma empresa binacional, Itaipu não está sujeita à fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) ou da Controladoria-Geral da União (CGU). Uma auditoria só poderia ser realizada caso houvesse um acordo entre Brasil e Paraguai, o que nunca aconteceu.
Diante disso, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir que as contas da Itaipu sejam analisadas sem necessidade de um tratado internacional. Além disso, a parlamentar quer que o TCU investigue os convênios assinados pela usina, analisando possíveis direcionamentos políticos nos repasses.
O maior volume de repasses foi destinado à COP30, conferência climática da ONU que ocorrerá em Belém (PA). Itaipu investiu R$ 1,84 bilhão em ações ligadas ao evento, incluindo a construção de um complexo hoteleiro, orçado em R$ 200 milhões.
Outros repasses que chamam atenção incluem:
Além dos convênios sem licitação, Itaipu ampliou o volume de patrocínios nos últimos dois anos. Na gestão Lula, foram R$ 63 milhões em patrocínios, contra R$ 15,2 milhões durante os quatro anos do governo Bolsonaro.
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