O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nomeou o petista Mozart Sales para comandar a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), responsável por administrar um orçamento de R$ 100 bilhões. A escolha, no entanto, reacendeu polêmicas devido ao passado do novo secretário, que já foi alvo de investigações da Polícia Federal (PF) e esteve envolvido em articulações políticas questionáveis.
Médico e ex-vereador do Recife, Mozart Sales é um dos principais aliados de Padilha dentro do PT, ambos pertencentes à corrente Construindo um Novo Brasil (CNB). Ele teve papel central na implementação do programa Mais Médicos e, mais recentemente, atuou na Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula.
Sua nomeação reforça a influência do PT no controle do Ministério da Saúde, especialmente na gestão de verbas bilionárias para hospitais filantrópicos e o Plano Nacional de Redução de Filas. A decisão, no entanto, não passou despercebida pela oposição e por setores que cobram maior transparência na administração pública.
Em 2015, Sales foi um dos alvos da Operação Pulso, da Polícia Federal, que investigava um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos dentro da Hemobrás, estatal que produz hemoderivados.
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