Tudo isso sob um discurso, já bastante manjado - " salvar a democracia " - e na direção de rápida mudança da denominação da nação brasileira para República Popular Democrática do Brasil, a exemplo de outras nações que rezam por essa cartilha.
Hoje, 03/02/2025, a pessoa da vez é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O ministro Alexandre de Moraes encaminhou à PGR um pedido de análise da retenção de sua passaporte e deu prazo de 5 dias para manifestação sobre notícia-crime que atribuiu “crimes contra a soberania nacional”. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o deputado Rogério Correia (PT-MG) solicitaram uma investigação criminal por suposta notificação de reações contra o Supremo junto aos políticos norte-americanos. Também pediram a compreensão do passaporte de Eduardo para interrupção como “condutas ilícitas em curso”.
Nas redes sociais, Eduardo criticou o pedido de Moraes e publicou, no sábado (01/03/2015), uma montagem do ministro caracterizada como o Rei Luís 14, que governou francês a França nos séculos 17 e 18. Na legenda da postagem, escreveu, em, a frase L'État c'est moi (“O Estado sou eu”, na tradução para o português), atribuída ao monarca e que faz referência à crença de que o poder real era designado por Deus.

No Brasil de hoje, portanto, Platão não chegaria mais a sua conclusão de que as leis se constituíam na única das garantias.