Tanquinho, pequeno município com menos de 10 mil habitantes da região de Feira de Santana, a terra mãe, virou palco e cenário de caso inusitado. Uma decisão do ministro Nunes Marques, do STF, mas atuando no TSE, cassou a vice Leila da Saúde (PT), mas manteve o prefeito José Luis Reis, o Zé Luis (PT), embora os dois estejam no mesmo imblóglio.
Explicando: dita a lei que chapa majoritária é única entre cabeça e vice, que só podem ser substituídos a até 20 dias antes das eleições, salvo em caso de morte. A 19 dias do pleito do ano passado Jorge Flamarion (PT) renunciou. Zé Luis, prefeito e favorito, botou Leila no lugar e ganhou folgado, com quase 60% dos votos.
O ministro Nunes Marques entendeu que no caso do prefeito prevaleceu ‘a soberania popular’. E aí fica intrigante. Como com ele sim e com ela não, já que votou-se na chapa e não na pessoa? O caso pode ir a plenário.
Caso único –Aliás, em matéria de casos inusitados Tanquinho está ficando contumaz. Em janeiro, o vereador Pastor Roque (PSD), presidente da Câmara, tentou conseguir a reeleição na condição de candidato único e acabou entrando para a história como único candidato único que perdeu.
Ele teve 3 votos contra seis em branco. A lei exige no mínimo a maioria. Dia 3 de janeiro finalmente a Câmara fez nova eleição, que teve Kal de Raílda (MDB) como vencedor.
Agora, a expectativa é saber como fica a situação da vice Leila. Advogados dizem que ou os dois são cassados ou, o mais sensato, nenhum.
A Tarde.
Por Levi Vasconcelos