Em 2018, logo após ser CONDENADO em segunda instância no TRF-4, no caso do tríplex do Guarujá, Lula recebeu da justiça autorização para viajar à Adis Abeba, capital da Etiópia, para evento da FAO. Diante de pedidos de retenção do passaporte, seu então advogado e hoje ministro do STF, Cristiano Zanin Martins, afirmou: "Não há qualquer impedimento legal para que o ex-Presidente Lula faça uma viagem ao exterior”.
Segundo Zanin, a Constituição garante ao cidadão o direito de ir e vir enquanto os recursos contra sua condenação não forem esgotados.
Hoje, o também ex-presidente Jair Bolsonaro, sem antecedentes ou qualquer condenação na justiça, com seu passaporte retido preventivamente pela justiça por conta de um processo em andamento e não julgado, tem o mesmo direito de viajar a um evento internacional (muito mais importante que o da FAO diga-se) negado pela mesma justiça que liberou Lula 4 anos atrás.
Quem disser que ainda há justiça no país e que ela não está sendo aplicada seletivamente por questões políticas ou está louco ou age de má-fé.