Além disso, a inflação continua descontrolada. Segundo o Relatório Focus, o IPCA de 2024 está projetado em 4,89%, enquanto a expectativa para 2025 é de 4,60%, ambos acima da meta de 4,50%. Esse quadro corrói o poder de compra das famílias, atingindo com maior intensidade as classes mais vulneráveis. A queda no desemprego para 6,2%, conforme o IBGE, apesar de positiva, não compensa o impacto de empregos informais e de baixa qualidade, incapazes de acompanhar o aumento do custo de vida.
A taxa Selic, principal ferramenta de controle inflacionário do Banco Central, já alcançou 12,25% ao ano após sucessivos aumentos promovidos pelo Copom. Para 2025, estão previstas novas altas, o que deve agravar ainda mais o custo do crédito, prejudicando diretamente o consumo e os investimentos.
Enquanto isso, o silêncio de entidades empresariais, sindicatos e líderes políticos tem sido ensurdecedor. Especialistas apontam que a falta de ações coordenadas e de estratégias efetivas por parte do governo reforça a sensação de paralisia nacional.
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